Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/07/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma se mobiliza com o problema do outro. Contudo, quando se observa a gravidez na adolescência,no Brasil,hodiernamente,verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, torna-se claro a insuficiência de estrutura especializada na orientação desse público , bem como o entendimento do papel familiar nesse arranjo.
Convém ressaltar,a princípio, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as principais causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em políticas públicas para orientar os jovens sobre a importância do uso de preservativos, fornecimento de métodos contraceptivos,uma vez uma grande parte desse público não tem acesso a esses recursos. Ademais, desde o renascimento a valorização do hedonismo persiste na contemporaneidade. Dessa forma, muitos jovens acabam iniciando a vida sexual muito cedo ,diante disso, fica evidente a necessidade de orientação desse grupo nessa fase.
Outrossim, a falta de diálogo da família com os jovens sobre sexo e as consequências que essa prática sem o uso de proteção pode causar ainda é um agente ativo do problema. Assim, esse fator contribui para que o número de meninas que se tornam mães mais cedo aumente no país. Além disso, o fato de que muitas das vezes o pensamento dos pais de que a escola deve ser a responsável por orientar sobre esse tema também é um dos principais impasses para que o problema seja minimizado.
Destarte, para que os ideais iluministas sejam alcançados é preciso que o Governo promova campanhas de conscientização ministradas por ginecologistas, para pais e alunos sobre as formas de prevenção,além disso, orientando os familiares sobre como auxiliar nos cuidados, como exemplo encaminhando a adolescente ao médico para indicação de métodos contraceptivos ,além de instrui os adolescentes que os postos de saúde fornecem preservativos e que todos podem ter acesso gratuito.