Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/07/2018

A medicina, presente nas sociedades desde a Idade Antiga, evoluiu muito ao longo dos anos, principalmente, na área de métodos contraceptivos. Entretanto, apesar da eficácia dos anticoncepcionais, muitas mulheres ainda enfrentam gravidezes indesejadas. Segundo dados a Organização Mundial de Saúde (OMS) 7% das gestantes brasileiras possuem idade inferior a 19 anos e não planejavam ter filhos com essa idade. Esse impasse ainda ocorre não só pela falta do uso de contraceptivos, mas também pela falta de educação sexual, o que acarreta consequências preocupantes para as mães.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de orientação corrobora para a persistência desse empecilho. O tabu criado entre pais e filhos acerca desse assunto dificulta a conversação e a educação sexual que mães e pais poderiam passar aos filhos. Assim, com a falta de orientação, muitos adolescentes não sabem usar e nem como funcionam os métodos contraceptivos. Por conseguinte, gravidezes indesejadas na faixa etária de 14-15 anos são frequentes, ocasionando, muitas vezes - além da evasão escolar -, problemas de saúde para as mães jovens e seus filhos.

Ademais, a existência do machismo pode agravar esse problema. Muitas mulheres são proibidas pelos seus companheiros de fazerem uso de anticoncepcionais. Além disso, alguns homens ainda se recusam a usar preservativo, colocando em risco a saúde de ambos. Como consequência, o índice de grávidas com doenças sexualmente transmissíveis (DST) é alarmante e, por vergonha ou falta de conhecimento, muitas se recusam ou nem buscam fazer algum tratamento.

Fica evidente, portanto, a necessidade de intervenções que visem ao combate esse impasse. O governo, na figura de Ministério da Saúde (MS), deve ampliar as campanhas a fim de incentivar e conscientizar sobre a importância do uso de preservativos e métodos contraceptivos, já distribuídos gratuitamente. Ademais, as instituições de ensino podem ressaltar, através de palestras, os perigos das doenças sexualmente transmissíveis, além de expor as consequências na saúde das adolescentes quando se tornam gestantes muitos jovens.