Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/07/2018

Brasil: Maternidade precoce como um problema social

Há tempos que o Brasil enfrenta o problema da gravidez precoce, ainda que diversos métodos contraceptivos existam no país. Desta maneira, há que se analisar os motivos de tais problemas, que são a falta de educação da maioria das jovens grávidas, bem como da ausência de informação ampla sobre o assunto sexualidade. Neste cenário, após avaliação mais aprofundada, cabe buscar medidas que minimizem as ocorrências da gravidez na adolescência.

A primeira questão a ser observada é que a maioria das jovens grávidas são de origem humilde, que não recebem uma educação de qualidade. Por isto, acabam por ter menos acesso às informações e até mesmo menos perspectiva sobre o seu futuro. Neste caso, os maiores efeitos são a evasão escolar, a atuação em subempregos e a dificuldade de mobilização social, permanecendo com uma vida precária e repleta de dificuldades. Neste sentido, uma pesquisa realizada pelo IBGE divulgou que que a maioria das meninas grávidas são negras e possuem baixa escolaridade, além de se concentrarem nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Outra questão importante se refere à difusão de informação acerca da educação sexual. Sob este viés, embora os meios de comunicação estejam cada vez mais rápidos, verifica-se que falta intensas propagandas sobre a proteção sexual, divulgação  de locais que fornecem os métodos contraceptivos ou informações sobre a importância de todos os jovens buscarem esclarecimentos sobre relação sexual e onde buscar. Por esta razão, a OMS divulgou que o Brasil está acima do índice em comparação ao índice latino-américa, no que tange à maternidade precoce.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser executadas para sanar a gravidez em jovens. Então, as escolas e ONG´s devem promover programas de educação sexual, tanto no ambiente escolar, quanto em comunidades e áreas carentes, por meio de palestras com médicos e educadores da área, a fim de esclarecer as dúvidas dos jovens e mostrar a importância de usar a proteção no momento do ato sexual. Ademais, o Ministério da Saúde com a mídia devem realizar campanhas periódicas, por meio de folhetos explicativos, internet e propagandas publicitárias, para divulgar os locais de acesso gratuito aos meios contraceptivos e a necessidade de usá-los, a fim de evitar doenças e uma gravidez indesejável. Tais medidas podem diminuir os casos de gravidez na adolescência, aumentando a consciência dos jovens e proporcionando novas perspectivas de futuro.