Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/07/2018
O filme ‘‘Juno’’ evidencia a experiência de uma jovem a qual enfrenta várias dificuldades por uma gravidez precoce e indesejada. No Brasil, a realidade de muitas jovens não é diferente; e o acesso fácil aos conteúdos eróticos e falta de informação impedem a solução desse problema. Diante disso, cabe discutir formas para solucionar esse empecilho evidente na sociedade brasileira atual.
Primeiramente, é preciso destacar os impactos causados pela quantidade de informações veiculadas na internet e na mídia. Na maioria das vezes, elas têm conotação sexual que aguça os sentidos dos jovens e vale ressaltar também que, existe uma pressão social estabelecida na sociedade para que façam sexo, como se ter uma experiência sexual fosse digno de um troféu. E a consequência disso é: adolescentes com uma vida sexual ativa porém sem informações e conhecimentos básicos.
Além disso, a falta de informações sobre o sexo culmina em gravidez precoce. Isso ocorre, principalmente, pois muitas famílias não conversam com seus filhos sobre sexo. Segundo uma pesquisa no estudo Juventudes e Sexualidade, realizado pela Unesco em 13 capitais brasileiras e no Distrito Federal, apenas 45% dos adolescentes do país revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais e como afirma a sexóloga Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (Prosex) da Universidade de São Paulo, 45% ainda é muito pouco e cabe aos pais educar seus filhos sexualmente.
Fica claro, portanto, que para que haja a solução desse problema, o Governo Federal deve criar leis sobre a implementação da educação sexual em todas as escolas. A mídia deve cumprir seu papel social, e, juntamente com o Governo Federal, deve fazer campanhas para a conscientização do diálogo familiar sobre sexo. Além disso, as famílias devem ficar atentas sobre o que seus filhos veem na internet e na mídia. Assim sendo, esses casos poderiam ficar apenas em histórias fictícias.