Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/10/2018
O documentário “Meninas” retrata a condição da maternidade entre as adolescentes brasileiras. Hodiernamente, essa é uma realidade alarmante no país. Nesse viés, vale pontuar que a falta de educação sexual culmina em um ciclo de desigualdade social. Logo, combater a gravidez precoce é um dos principais desafios contemporâneos.
A princípio, conforme afirmou o filósofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Contudo, o sexo ainda é tratado como um tabu na sociedade brasileira, sendo pouco discutido sobre o assunto, sobretudo com os adolescentes. Dessa forma, a falta de informação e acesso a métodos contraceptivos é uma das principais causas da gravidez precoce.
Outrossim, cabe ressaltar que a gravidez indesejada gera um impacto na vulnerabilidade social dos indivíduos. Segundo dados divulgados pelo IBGE, apenas 2% das adolescentes que engravidam continuam estudando. Ou seja, a maior parte das meninas que engravidam precocemente acabam não concluindo os estudos e por consequência obtém dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Sob essa perspectiva, a falta de planejamento familiar é um fator importante para o ciclo de pobreza e desigualdade no país.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. É preciso que o Ministério da Saúde, ofereça treinamentos por meio de cursos à distância, para os agentes de saúde abordarem o assunto da concepção precoce e suas consequências nas Escolas, a fim de instruir sobre os métodos de evitar a questão. Além disso, é preciso que o Governo utilize as Mídias sociais como forma de realizar campanhas educativas sobre o assunto, alertando os pais e os jovens sobre a importância do diálogo e da prevenção. Também, é preciso que a Escola incentive as gestantes a concluir os estudos, flexibilizando e ajustando-se a suas necessidades. Assim, obtém-se a perspectiva de atenuar o problema.