Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/07/2018

A adolescência é conceitualizada pelo período de transição entre a infância e a vida adulta, uma fase com mudanças físicas, psicológicas e sociais. Ademais, nesse período o jovem passa por problemas típicos, como por exemplo: decidir qual carreira seguir, conciliar estudos e lazer, entre outros. Contudo, certos problemas não condizentes com essa fase podem interferir na formação desse novo ser social, isto é: sustentar sua família, conviver com a violência, etc. Sendo assim, nesse contexto insere-se a gravidez na adolescência, um processo que requer grande cautela, pois representa um risco tanto para a mãe quanto para a futura criança.

Tal risco se reflete na dificuldade dessas jovens mães encaixarem-se no mercado de trabalho, uma vez que, o abandono escolar é frequente após o parto. Afinal, segundo pesquisas do Ministério da Saúde, a maior parte das jovens grávidas possuem baixa escolaridade. Além disso, devido a formação corpórea da adolescente ser incompleta, a mãe e o bebê correm riscos de morte.

Entretanto, deve-se salientar que a gravidez ocorre entre casais que pouco conhecem os métodos contraceptivos, ou então, nos casos em que desejam constituir uma família.

Conforme previsto pela Constituição Brasileira, indivíduos abaixo dos 18 anos podem casar, desde que, possuam permissão dos responsáveis ou a jovem esteja grávida.

Diante do exposto, seria interessante que as leis matrimoniais fossem menos flexíveis quanto a permissões. Visto que, as jovens mães podem sentir um poder coercitivo advindo dos chamados “mitos da feminilidade”, ou seja, a ideia da “dona de casa” que ao engravidar deve possuir um marido.

Ademais, o Ministério da Educação poderia construir espaços que expliquem o uso e a importância dos métodos contraceptivos na adolescência, ressaltando os impactos da gravidez para a vida acadêmica e para a saúde da mãe e do bebê, dessa forma, reduzindo a fuga escolar.