Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/07/2018
No que se refere à gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar que fatores como a falta de informação e a desigualdade social têm cooperado para esse índice alarmante do número de meninas gestantes nessa fase. Com isso, a gravidez precoce tornou-se um problema de saúde pública, uma vez que pode causar problemas psicológicos, já que muitas não apresentam maturidade suficiente para enfrentar essa situação e tem impacto socioeconômico, pois muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego.
Em primeiro lugar, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa com que se pode mudar o mundo”. Tal declaração, permite que seja refletido sobre como ela tem um papel fundamental na sociedade, como por exemplo, garantir que todos tenham conhecimento para fazer as melhores escolhas da vida. Porém, o que ocorre quando um indivíduo não é informado ou orientado de maneira adequada? Essa pessoa pode cometer erros que poderão prejudicar sua saúde e desenvolvimento psicossocial, e também seu futuro profissional. Dessa forma, segundo o site da Uol, muitos adolescentes tornam-se pais precocemente porque não sabem se prevenir de forma correta, não entendem o funcionamento de cada método contraceptivo. Logo, precisam assumir uma responsabilidade antecipadamente, afastando-se da esperança de um modelo de vida melhor.
Além disso, o Brasil possui um índice de 22,4% a mais que a taxa mundial de jovens gestantes de 15 a 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante disso, se constata que a maioria dos pais prematuros ou seja adolescentes, são de famílias necessitadas, desestruturadas e que também foram gerados na juventude. Devido a isso, não possuem condições financeiras para adquirir métodos contraceptivos, e acaba engravidando cedo. Quando isso ocorre, costuma ser propício que as mães adolescentes abandonem a escola, e sem nenhuma perspectiva, o único objetivo é casar-se, e consequentemente, terá uma renda econômica baixa. E isso, se torna um ciclo vicioso em que filhos seguem o exemplo dos pais.
Destarte, fica claro que a ausência de conhecimento e a desigualdade social fazem com que o jovem entre numa sucessão ininterrupta sem nenhuma perspectiva de mudança. Nesse sentido, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde devem promover campanhas, por meio de palestras em escolas, feitas em auditórios por psicólogos e ginecologista, para pais e alunos, com a utilização de slides e vídeos, para informar os adolescentes a prevenir-se da gravidez antecipada. Espera-se, com isso, que os pais entendam a responsabilidade de orientar seus filhos corretamente, e que essa juventude tenha mais consciência sobre a consequência de seus atos.