Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/07/2018
A taxa de gravidez na adolescência varia entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidas. Todavia, o Brasil, país emergente, é ineficaz no combate a sexualização precoce dos jovens e as consequências geradas por essa problemática. Dessa maneira, a exposição constante a símbolos sexuais e a falta de informação constituem um grave obstáculo social em evidência no país.
Nesse contexto, a atuação da mídia na produção de conteúdos erotizados influencia na vida sexual dos adolescentes. Segundo o sociólogo Theodor Adorno, a sociedade vive em uma Indústria cultural, ou seja, costumes e comportamentos são comercializados em vista de atingir um esfera social, nesse caso, mais jovem. Logo, a disseminação de propagandas hiper sexualizadas influem no início de relações sexuais antecipadas, o que podem levar a gravidez na juventude.
Além disso, é importante analisar que a pouca informação ainda auxilia nos elevados índices de gravidez precoce. Nesse viés, a diretora da Organização Pan- Americana da saúde afirmou que as desigualdades sociais são um fator de vulnerabilidade das populações e a alta taxa de fertilidade entre menores pode ser resultado das disparidades econômicas entre regiões brasileiras. Por isso, é necessário que a educação sobre a saúde sexual seja levada ao público mais pobre.
Infere-se, portanto, que o início de uma vida sexual ativa na adolescência e o pouco conhecimento sobre métodos contraceptivos facilitam a fertilização dos jovens. Assim, é imprescindível a atuação do Ministério da Saúde em conjunto com o Governo Federal na produção de palestras em escolas com maior grau de pobreza e incidência de gravidez para que essa proporção seja diminuída com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dessa população. Ademais, a estrutura midiática pode fazer publicidade acerca da importância dos contraceptivos, de modo a alertar os adolescentes a não pularem estágios em suas vidas.