Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/07/2018

Depressão. Pobreza. Mortalidade. Esses são alguns dos efeitos que uma gravidez na adolescência pode trazer para a vida de uma gestante. Todavia, mesmo com o desencolvimento de contraceptivos, sobretudo no final do século XX com o advento da pílula anticoncepcional, isso ainda é uma realidade crescente no Brasil. Sob essa ética, é preciso atentar-se para o atual contexto e buscar enfraquecer as bases desse impasse, que envolvem as ideias esteriotipadas sobre o tema “sexo” e a ineficiência de políticas públicas.

Diacronicamente, a influência da igreja católica deixou um tabu na sociedade brasileira que tem se perpetuado. Nesse contexto, a ideia esteriotipada de “sexo” tem impedido as famílias de desenvolverem um diálogo com seus filhos, de modo a lhes passar segurança e uma orientação quanto a forma de prevenir, não apenas uma gravidez, mas também DST’s. Associado a esse fato, a negligência do Estado e das escolas em se discutir essa temática corrobora com o quadro de descaso à prevenção desse problema. Sendo assim, sem informações e uma orientação a respeito, os jovens que têm uma vida sexual ativa, não desenvolvem a responsibilidade de prevenir uma gravidez.

Ademais, é notável que o corpo de uma adolescente não está preparado para conceber uma criança. Nesse ínterim, os problemas de saúde pré ou pós parto são os impactos mais preocupantes de uma gravidez precoce e que refletem em uma crescente taxa de mortalidade materna. Além disso, não se pode negar as psicopatologias que afetam as jovens mães, nas quais se destacam a depressão e baixa auto estima. Esse cenário decorre sobretudo da ineficiência de políticas públicas, que promovam um acompanhamento otimizado e suporte psicológico para as gestantes, o que precisa ser revisto.

Nessa perspectiva, é imprescidível medidas que erradiquem os fatores de manutenção desse cenário. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação investir em programas educacionais que orientem os jovens quanto às medidas de prevenção, por meio de palestra com a partcipação de especialistas , a fim de diminuir o número de gravidezes precoces. Ainda, é fundamental que o Ministério da Saúde contrate profissionais especializados e equipe as Unidades Básicas de Saúde, de modo a disponibilizar um ótimo atendimento às jovens gestantes, além de fornecer um aparo psicológico urante e após a gestação. Com essas medidas será possível diminuir os impactos que uma gravidez na adolescência pode gerar na vida dos jovens.