Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/07/2018
“Só a participação cidadã é capaz de mudar um país”. Essa concepção do sociólogo mineiro Herbert de Souza, nos permite ponderar sobre como a gravidez precoce representa uma adversidade a ser enfrentada de maneira mais firme pela malha social. Nesse sentido, cabe analisarmos as principais consequências desse impasse na sociedade.
Em primeiro plano, convém ressaltar que de acordo com o portal G1, o índice de gravidez entre jovens de 14 a 18 anos no país é de 13,9 %. Associando o dado ao pensamento do intelectual, e escritor Jô Soares: “Um vazamento eventualmente afundará um navio”. Tal estereótipo está coeso a uma negligência social que afeta consideravelmente no bem-estar da sociedade.
De outra parte, é possível afirmar que estudos da Folha de São Paulo comprovam que mais da metade das crianças nascidas nos últimos 10 anos na plaga brasileira são de comunidades consideradas carentes. Sinteticamente, destacam-se os ínfimos investimentos dos governantes em relação ao relevante número de jovens grávidas. Assim, o pensamento de Herbert de Souza torna-se coerente com a atual conjuntura da nação.
Diante do exposto, entendemos que á gravidez precoce requer ações mais concretas para ser atenuada em nosso país. Sob esse viés, o Ministério Público em conjunto com o Ministério da Saúde devem realizar medidas para instruir os jovens em relação a uma problemática que envolve gestação precoce, através de campanhas midiáticas que possam atingir em especial os pré-adolescentes, e então, conter o avanço de nascimentos entre jovens. Dessa maneira, espera-se minimizar o percentual de gestações, e incluir melhorias na sociedade.