Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/07/2018

Segundo Émile Durhkeim, fato social é aquele que existe no geral, é exterior ao indivíduo e tem poder coercitivo. Sendo assim, a gravidez precoce se enquadra como fato social e existe principalmente devido à ausência de instituições sociais presentes na vida dos adolescentes aliado à falta de informação sobre a gravidez.

Essa ausência acarreta em dados como os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: “as meninas que engravidam na adolescência são, na maioria dos casos, pobres e têm menos escolaridade”. Desse modo, as famílias de menor renda não desfrutam de grande acesso a informações sobre os métodos contraceptivos - nem acesso a métodos mais custosos - ou sobre os gastos e responsabilidades, uma vez que as escolas apresentam  precariedade de ensino e, as que tem aulas sobre a proteção no ato sexual, focam nas doenças e não na prevenção da gravidez.

Outrossim, esse fato é tratado em vários programas televisivos, como as séries Glee (americana) e Skins (britânica). Em Glee, vê-se como a informação é preciosa quando a personagem que engravidou diz ao parceiro que a fecundação ocorreu sem penetração quando estavam em uma banheira; alega ainda que os espermatozoides nadaram até ela, a fim de convencer seu parceiro. Já em Skins, a personagem grávida passa pelo problema de falta de planejamento familiar além da falta de prevenção - essa, presente em toda a série com vários personagens -, mas leva a gestação adiante e abandona sua carreira de musicista e seu futuro nessa profissão. Ambas, representam diversos casos da sociedade brasileira.

Logo, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação em promover palestras e aulas nas escolas tanto sobre a gravidez precoce quanto sobre o planejamento familiar, para orientar os adolescentes sobre suas responsabilidades futuras. Ademais, a mídia deve apresentar essa realidade em novelas e programas culturais para atingir a família e quiçá convencê-los a conversar sobre sexo e suas experiências, para reduzir esse fato social e oferecer mais qualidade de vida para os menores.