Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/07/2018
A gravidez na adolescência, transforma-se em algo muito frequente, por conta da liberdade cedida antecipadamente - na maioria dos casos. Conforme o DATASUS (Departamento de Informática do SUS), 1 a cada 5 crianças no Brasil é filha de adolescentes entre 15 a 19 anos, sendo que muitos destes se encontram em vulnerabilidade social. É evidente a falta de diálogo sexual entre a família, e a falta de preparo nas escolas, como palestras de orientações à se seguir. Com isso o índice de gravidez precoce vem se elevando freneticamente, e junto muitas doenças se alastrando, deixando partes da população brasileira em declívio social.
De acordo com o IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola, tendo como problema a falta de tempo para a crianção de seus filhos. Com o afastamento da educação, o ensino básico para uma boa formação acadêmica e profissional, tende a ser debilitado, pois o tempo é delimitado apenas para a sustentação do indivíduo que gerou-se, sendo que muitos ainda não estabeleceram maioridade penal - possuindo dificuldade de conseguir serviço e havendo necessidade de solicitar ajuda aos pais e também ao governo. Quando a família ainda se faz presente, realiza-se o amparo para que a dificuldade não seja exacerbada, partindo do princípio que muitos ainda não tem maturidade ou base para sustentar uma criança - dessa forma alguns adolescentes voltam frequentar a escola, mas logo encerram antes de cursar uma universidade.
Nas escolas e na sociedade, ainda se encontra uma grande lacuna na orientação sexual, são abordados alguns temas de forma muito breve, não ocorrendo a fixação de que aquilo é algo importante. Ainda há um “esteriótipo” de que, ao fazer a orientação sexual, muitas escolas estejam incentivando a prática do ato sexual. Em virtude do grande índice de gravidez precoce, se torna necessária essa direção, não só contra a gravidez mas também a doenças que são adquiridas a não preservação do indivíduo. Doenças como clamídia, gonorreia, herpes genital, sífilis e AIDS são facilmente obtidas quando não ocorre prevenção.
Entretanto, este problema diminuiria gradativamente com a abertura de programas de orientação sexual nos postos de saúde, e no SUS , incentivando ao uso de camisinhas, anticoncepcionais e outros métodos existentes. O diálogo entre os pais e os filhos também é muito importante, para que quando ocorra o ato sexual, o sujeito já esteja ciente do que possa acontecer - da mesma forma, sempre conduzindo o indivíduo a se preservar e antes que o ato aconteça, buscar ajuda para que futuramente esse feito não traga maus resultados.