Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/07/2018
A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública endêmico que afeta muitos países ao redor do mundo, inclusive o Brasil. De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os países que mais registraram gravidez entre jovens de 15 a 19 anos são classificados como subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento. A ausência ou precaridade de informações ligadas à educação sexual, pobreza, vulnerabilidade social e falta de assistência médica são algumas das inúmeras e correlacionadas causas desta realidade que faz-se vívida na biografia de muitas meninas.
Hodiernamente, tem-se verificado no âmbito da produção do conhecimento, em especial no campo das humanidades, o aumento exponencial dos estudos sobre gênero no Brasil. Resumidamente, este recorte auxilia perceber as diferenças entre ser homem e ser mulher nas sociedades contemporâneas. Dessa forma, sabe-se que uma das muitas desigualdades de gênero refere-se à maternidade, já que é atribuído à mulher o papel de protagonista desde os primeiros momentos da gravidez. Contudo, nem todas mulheres estão aptas à lidar com tamanha responsabilidade, especialmente as mais jovens. Estas, por vezes, não estão inseridas formalmente no mercado de trabalho, são instáveis financeiramente falando, ou ainda não finalizaram os estudos, o que pode-se traduzir em uma série de problemas de saúde, emocionais, financeiros, educacionais, entre outros.
Não é coincidência o relatório da OPAS já mencionado apontar que os mais altos níveis de gravidez entre adolescentes se dá em países mais pobres e com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Baixa qualidade educacional, deficitária estrutura médica, pouca e ineficiente circulação de informação acerca de métodos contraceptivos, são causas que tangenciam o aumento dos casos gravidez entre jovens.
Dessarte, sendo o Estado responsável por assegurar e fornecer saúde e bem estar à população, é este quem deve assegurar a educação sexual em escolas, o fornecimento de métodos contraceptivos em postos de saúde à fim de diminuir o número de casos de gravidez na adolescência.