Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/07/2018
“Filhos, tê-los ou não tê-los, se não tê-los como sabê-los…” - trecho do poema enjoadinho de Vinícius de Moraes. A respeito da maternidade e planejamento familiar, ocorre no Brasil o alto índice de gravidez na adolescência. É indubitável que esse é um fator associado principalmente ao estilo de vida e meio social. Por um lado, jovens em idade de descoberta sexual privadas de orientação comportamental relacionada a sexualidade. Por outro lado, as consequências resultantes de uma gestação indesejada e os impactos na vida da jovem mãe.
Primeiramente, é preciso entender que o coito é uma necessidade fisiológica e psicológica. Sobretudo, é através do ato sexual que o ser humano reproduz. A adolescência é a fase de descoberta e maturação dos óvulos nas meninas, período de paixões e libertinagens. Por isso, é importante a orientação acerca de métodos contraceptivos e o cuidado da família para evitar que nessa idade ocorra uma gravidez inesperada. Entretanto, essa não é a realidade de milhares de brasileiras, as quais não recebem educação sexual na escola e tampouco da família. O efeito disso é a gravidez precoce.
Outrossim, vale ressaltar sobre o impacto de ser mãe ainda tão jovem. Nesse aspecto, é básico abandonar os estudos, não poder trabalhar e submeter-se a relacionamentos destrutivos para poder criar o filho. Segundo matéria divulgada na revista eletrônica BBC Brasil, as meninas mães são principalmente de regiões periféricas e de baixa renda. De modo geral, a maternidade antes do tempo normal resulta num caminho difícil para essas garotas, algumas não conseguem se sobressair restando a prostituição. Além disso, há aquelas que acabam por abandonar a criança, a qual se torna exposta a criminalização e uso de drogas.
Pode-se perceber, portanto, a questionabilidade sobre as consequências da gravidez na adolescência. Para solucionar esse impasse, é imprescindível a atuação do Ministério da Educação, por meio de programa escolar, intensificar a oferta de educação sexual para o ensino fundamental e médio, assim como a distribuição de cartilhas educativas, dessa forma fornecendo ações preventivas. Ademais, reforçar as campanhas midiáticas, através de telenovelas e redes sociais, sobre as implicações de uma gravidez indesejada. Por fim, as jovens brasileiras receberão orientação adequada e serão mães através do planejamento, afinal como disse V. de Moraes “filhos… se não tê-los, como sabê-los!”.