Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 09/07/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro, no em tando, quando observa-se a alta taxa de gravidez em adolescentes, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado apenas na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligado a realidade do país, seja na dificuldade na construção de valores por parte da família , seja pela ausência de informações que atinjam eficientemente os jovens. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

A princípio, é preciso entender que com o advento da indústria e a modificação social que ela trouxe, as famílias perdem parte do tempo que antes era destinado ao núcleo familiar. E sendo essa instituição a responsável pela educação moral, danos serão causados a longo prazo, no modo como é estruturada a sociedade, o que pode resultar no aumento do número de gestações na adolescência. Isso se dá devido à constante terceirização da educação dos filhos, que é falha quanto à transmissão de valores, não ensina que a vida sexual exige responsabilidades, e que a falta destas traz prejuízos, o que, por consequência, resulta em um maior número de jovens que adquirem conhecimento sobre o sexo na prática, expondo-se a DSTs e à gravidez precoce.

Outrossim, destaca-se a falta de debate publico sobre o assunto como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que por uma questão histórica, desde a idade média a igreja católica enraizou uma visão pejorativa sobre sexualidade, como consequência nos dias de hoje os jovens não se sentem a vontade para pedir ajuda, principalmente aos pais pelo assunto ser considerado um tabu na sociedade.

Torna-se evidente, portanto que medidas devem ser tomadas. Destarte, o Ministério da Saúde deve através Mídias, TV e Radio, promover campanhas no qual especialistas instruam produtores de conteúdo digitais para conscientizarem os jovens, em virtude do grande poder que esses influenciadores possuem sobre os púberes. Ademais, o governo deveria  abrir um canal, por meio da internet , que informe aos jovens sobre a prevenção de DSTs e sobre o uso correto de camisinha e anticoncepcionais, para que qualquer dúvida relacionada à vida sexual possa ser sanada e os adolescentes estejam conscientizados e aptos para essa fase.