Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2018

Segundo dados divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cerca de 6,8% das jovens brasileiras entre 15 e 19 anos já possuem ou esperam um filho. Essa taxa evidencia a necessidade de mais diálogo com os jovens em relação ao assunto, visto que uma prematura gravidez na adolescência pode interferir negativamente na saúde física e psicológica da mãe.

É necessário, a princípio, analisar o contexto em que a maioria das mães adolescentes estão inseridas. Com o avanço tecnológico o núcleo familiar se expõe cada vez mais polarizado, devido a diminuição de conversas entre pais e filhos. Conversas que por sua vez possuem caráter de formação ética e educacional. Esse afastamento inibe o diálogo em relação a assuntos sexuais, tornando-os embaraçosos, fazendo com que os jovens não esclareçam suas dúvidas sobre tal.

A insegurança e o medo ficam mais evidentes quando a gravidez é constatada, fazendo com que muitas adolescentes pratiquem o aborto clandestino. Além de criminosa, essa prática é uma das principais causas de mortes de meninas entre 15 e 19 anos na América Latina.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade da ampliação de discussões de temas vinculados à educação sexual tanto com os jovens quanto com os pais. Além disso, a ampliação de palestras sobre orientação sexual por meio do MEC se faz de grande valia, principalmente em escolas de nível médio, demonstrando que assuntos desse gênero devem ser discutidos mais amplamente e não sejam mais tratados como um tabu na sociedade.