Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2018

No que se refere a gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar que fatores como a falta de informação e a desigualdade social tem cooperado para esse índice alarmante do número de meninas gestantes nessa idade. Com isso, a gravidez precoce tornou se um problema de saúde pública, uma vez que causa problemas psicológicos, já que muitos não apresentam maturidade suficiente para enfrentar essa situação e impacto socioeconômico, pois muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego.

Primeiramente, segundo Nelson Mandela,“a educação é a arma mais poderosa com que se pode mudar o mundo”. Tal declaração, permite que seja refletido, sobre como ela tem um papel fundamental na sociedade a de garantir que o cidadão faça a melhor escolha tanto para si quanto para os demais. Mas o que ocorre quando um indivíduo não é informado ou orientado de maneira adequada? Essa pessoa tem maior chance de cometer erros, que poderão prejudicar sua saúde e desenvolvimento psicossocial, e também seu futuro profissional. Pois, segundo o site da UOL, muitos adolescentes tornam se pais precocemente porque não sabem se prevenir de forma correta, não entendem o funcionamento de cada método contraceptivo. Logo, precisam assumir uma responsabilidade antecipadamente, afastando se dá esperança de um modelo de vida melhor.

Além disso, o Brasil possui um índice de 22,4% a mais que a taxa mundial de jovens gestantes de 15 a 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante disso, se constata que a maioria dos pais prematuros ou seja adolescentes, são de famílias necessitadas, desestruturadas e que também foram obtidos na juventude. Por isso não tem dinheiro para usar métodos contraceptivos, e sem nenhuma perspectiva, o único objetivo é casar, e consequentemente adquirem filhos cedo. E isso se torna um ciclo vicioso, em que pais carentes tem filhos precocemente, os quais também seguem esse fluxo.

Destarte, fica claro que a ausência de conhecimento e a desigualdade social faz com que o jovem entre numa sucessão ininterrupta sem nenhuma perspectiva de mudança. Nesse sentido, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve promover campanhas, por meio de palestras em escolas, para pais e alunos feitas por psicólogos e ginecologistas, com slides e videos, para informar os adolescentes a prevenir se da gravidez antecipada. Espera se, com isso que os pais entendam a responsabilidade de orientar seus filhos corretamente, e que essa juventude tenha mais consciência sobre a consequência  de seus atos, concluam seus estudos, e formem se profissionalmente para conceder qualidade de vida a si e aos seus futuros filhos.