Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/07/2018

Para uma discussão eficaz sobre a gravidez na adolescência, deve-se fazê-la à luz de dois aspectos: a influência dos meios midiáticos quando, em muitos casos, esses banalizam o ato sexual. E, ainda, a falta de informações em casa e na escola, visto que o assunto é motivo de constrangimento tanto para os adultos quanto para os adolescentes.

A priori, destaca-se o fato de que a banalização do ato sexual contribui para que adolescentes experimente, cada vez mais cedo, o contato sexual. Diante disso, é possível evidenciar que os conteúdos são recheados de atos sem consequência, tal situação é presente, principalmente, em telenovelas, visto que as emissoras são abertas e passível de acesso a qualquer pessoa. Tal perspectiva aliada a falta de maturidade, faz com que tal prática seja realizada sem responsabilidade e não previnam a gravidez e nem doenças sexualmente transmissíveis.

Outrossim, está a falta de informações advindas dos pais, responsáveis e a escola, posto que o assunto ainda seja motivo de constrangimento. Reflexo disso, são os números, de 1990 a 2000 a quantidade de grávidas, nessa faixa de pessoas, praticamente dobrou passando de 10% para 18%, respectivamente, segundo a Universidade de São Paulo. Desse modo, o contexto familiar e escolar tem grande peso sobre o rumo que a vida desses adolescentes e na formação intelectual e moral que esses terão.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a resolução do impasse. O Governo Federal com o apoio do Ministério da Educação (MEC), deve promover uma parceria entre a escola e a família. Dessa forma, a primeira deve desenvolver campanhas, cartilhas e palestras, a última, no entanto, com a participação dos familiares, criando momentos de debates, perguntas e respostas, para todo o público. Para que, esses adolescentes estejam familiarizados com o assunto e das consequências do mesmo. Assim sendo, é possível enfatizar Immanuel Kant que profere que “o ser humano é o que a educação faz dele” fazendo com que essa, por sua vez, seja um divisor de água na vida do indivíduo.