Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/07/2018

Durante a Revolução Sexual de 1970 os índices de gravidez precoce na juventude somente em alguns países desenvolvidos aumentou 60%. Atualmente, no Brasil, essa taxa é alcançada com facilidade, apesar de várias tentativas do governo Federal de redução, pois a falta de um programa educacional voltado para a prática sexual, bem como a precariedade da saúde no país dificultam uma melhora dos dados. Dessa forma, é preciso que poder público e sociedade se unam para combater tais problemas persistentes.

Em primeiro plano, é alarmante a ausência de educação sexual para jovens brasileiros. Uma vez que, além deles não dialogarem sobre relações sexuais com os responsáveis por conta da rapidez cotidiana bem observada pelo filósofo polonês Zygmunt Bauman, também não ocorrem essa conversa nas escolas. Nesse sentido, por não receberem tal ensinamento de nenhum dos lados, esse grupo passa a rejeitar o contraceptivos, acarretando, com isso, em índices estarrecedores como de 3.464 meninas se tornando mães com apenas 15 anos de idade somente no estado de São Paulo, segundo dados do Acidadeon. Então, é indispensável a atuação das escolas e da sociedade para educarem os jovens para que menos adolescentes adquiram tamanha responsabilidade que a idade deles não permitem.

Paralelamente, a falta de educação, há, também, a precariedade da saúde da nação. Dado que, ainda que se avançou na saúde da mulher com a criação de muitos hospitais específicos para gestantes de todas as idades, neles existem, uma elevada e infeliz taxa de violência obstetra. Como consequência disso, meninas não recebem o devido tratamento garantido pela Constituição de 88 de uma saúde digna, o que pode trazer riscos a sua vida pela questão da idade e uma futura complicação pós-parto, causa de muito morticínio. Logo, a violência obstetra no Brasil deve ser cessada com apoio do poder público, a fim de que mais garotas não corram risco de vida por conta da negação de um direito à saúde de qualidade.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de uma educação sexual e os problemas de saúde são evidências notáveis  dos índices de gravidez na adolescência. Para tanto, é urgente que o MEC, com a nova reforma do ensino médio, crie aulas de educação sexual com professores de biologia e sexólogos, a fim de que os jovens aprendam a importância da prevenção e gravidez precoce. Além disso, é dever do Ministério da Saúde, com apoio de professores de universidades, ensinem desde a faculdade de medicina e enfermagem o risco da violência obstetra em meninas, principalmente, com baixa idade pode causar. Somente assim, as taxas de gravidez precoce desde a Revolução sexual diminuirá.