Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/07/2018

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o terceiro lugar entre os países da América no ranking de taxa de nascimentos a cada mil adolescentes, atrás apenas da Bolívia e Venezuela, evidenciando a grave situação em que o país se encontra. Porém, o problema ainda é visto como algo comum, principalmente entre a população de baixa renda, diminuindo a sua visibilidade e dificultando as iniciativas para solucioná-lo.

Apesar de viverem na era da informação, muitos adolescentes não tem um conhecimento adequado acerca da gravidez e de métodos contraceptivos. O assunto é abordado de forma rasa nas escolas e muitas vezes, não tem espaço no ambiente familiar, sendo considerado um tabu por grande parte da sociedade.

A gravidez na adolescência constitui um grande problema para as meninas, prejudicando o seu desenvolvimento psicossocial - muitas jovens grávidas abandonam os estudos devido à gravidez - e podendo causar complicações de saúde durante a gestação e após o parto. Somam-se à isso a dificuldade encontrada pela jovem mãe em ser inserida no mercado de trabalho e a falta de auxílio governamental.

Por último, vale ressaltar que quase metade dos garotos e garotas do último ano do ensino médio já são ativos sexualmente, estas últimas necessitando de uma atenção especial quanto ao problema abordado, fazendo parte de um grupo que representou 14,5% das mulheres grávidas em 2014, no Estado de São Paulo.

Visando solucionar o exposto acima, cabe ao Governo em conjunto com as escolas do país criarem campanhas de conscientização sobre a gravidez na adolescência, oferecendo palestras e informes acerca do tema com o intuito de educar os jovens e esclarecer-lhes as dúvidas sobre o assunto e, dessa maneira, diminuindo gradativamente os casos de gravidez precoce.