Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2018
Devido as constantes notícias em telejornais e o altos índices de gravidez registrados recentemente, percebe-se que a gravidez na adolescência possuí uma relação direta com a precariedade de informações e concomitantemente com o “tabu” imposto pela sociedade sobre o tema, se tornando de extrema necessidade a sua discussão.
Historicamente, a religião Católica e diversas etnias africanas e asiáticas desempenharam papel notório em relação a gravidez precoce. A “obrigação” do casamento caso uma adolescente ficasse grávida e a cultura do casamento entre crianças e jovens no Oriente, criaram as condições ideais para a ocorrência de casos de gravidez.
Todavia, no Brasil, o problema não está relacionado diretamente a cultura ou dogmas litúrgicos. A insuficiência ou até falta de informações sobre métodos contraceptivos, gestações precoces e doenças sexualmente transmissíveis juntamente com a precariedade de debates discutindo sobre o tema em ambientes escolares e principalmente familiares, acabam trazendo como consequência a gravidez na juventude.
Portanto, é necessário que as Escolas promovam palestras, aulas instrutivas e peças teatrais mostrando como é a realidade da gravidez na adolescência e como preveni-la, a fim de conscientizar o público jovem. Outra alternativa, seria o Ministério da Saúde promover campanhas publicitárias incentivando o uso de métodos contraceptivos e exemplificando a importância do diálogo familiar. Dessa maneira, seria possível uma drástica redução do número de adolescentes grávidas no país.