Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2018
De acordo com registros fotográficos e noticiários feitos no século XX, a mãe mais nova do mundo gerou seu filho aos 5 anos de idade. Ultimamente, todavia, com a tardia preocupação dos jovens em constituir família e ter filhos, esse caso parece ser absurdo. No entanto, apesar da gravidez na adolescência ser algo que a maioria das pessoas não pretende vivenciar, no Brasil, tal situação tem se tornado um entrave recorrente, gerando transtornos familiares e sociais para a nação.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os países em que mais ocorrem a gestação na adolescência. De acordo com tais índices, percebe-se, ainda, que engravidar nessa fase pode ocasionar conturbações tanto físicas, quanto emocionais para a mãe. Outrossim, geralmente o pai adolescente não tem condições para sustentar a criança, o que tem acarretado um gasto de milhões por ano por parte do governo, conforme afirma o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Tudo isso pode não apenas influenciar o aborto clandestino, o qual é repleto de riscos, como também pode repercutir na educação e no cuidado direcionado ao bebê, já que a adolescência é um período de inconstância e despreparo psicológico.
Outrossim, destaca-se o constrangimento gerado quando se trata sobre o assunto da sexualidade como impulsionador do problema, visto que a educação sexual nas escolas é rara e duvidosa, pois é compreensível que os pais tenham dúvidas ou até mesmo queiram evitar que seus filhos sejam educados sobre tal assunto por outras pessoas com princípios, provavelmente diferentes dos seus. Entretanto, ao observar que, conforme Immanuel Kant o homem é aquilo que a educação faz dele, nota-se que as famílias brasileiras não se adequam a esse ideal, pois não querem que seus filhos recebam orientações a respeito do sexo seguro nas escolas, mas não os educam em casa, o que tem contribuído para o aumento do número de casos assim.
Tendo em vista os fatos elencados, é imprescindível que medidas eficazes sejam tomadas para solucionar o impasse. Sendo assim, é essencial que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) promova congressos, workshops e debates nas escolas, com profissionais especialistas na obstetrícia e na sexualidade precoce com a finalidade não apenas de enfatizar a importância dos métodos contraceptivos, como também expor de maneira enfática as consequências da gravidez na adolescência. Em consonância a isso, o Ministério das Comunicações deve divulgar ficções engajadas e campanhas virtuais que ajudem o MEC na consolidação da conscientização e comoção dos jovens a respeito do assunto. É indispensável, ainda, que os adolescentes, por sua vez, se engajem nesses projetos, instruindo e influenciando outros indivíduos a evitarem a gravidez imatura e indesejada.