Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/07/2018
Gestação na adolescência: um problema que precisa ser discutido
Adolescência é a fase da vida entre a infância e a maturidade, normalmente marcada pelos estudos na escola, sonhos para o futuro e a formação de amizades. Contudo, essa não é a realidade de uma jovem grávida no Brasil, que tem o seu desenvolvimento social e educativo interrompidos devido a uma gestação precoce, muitas vezes não planejada, a qual pode resultar até em sua morte. Assim, percebe-se que a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, e que, portanto, deve ser debatido e evitado.
Até as últimas décadas do século XX, o papel da mulher restringia-se a afazeres domésticos e cuidar da família, o que a permitia ter filhos desde jovem. Entretanto, com a inserção das mulheres no mercado de trabalho e a criação de contraceptivos eficientes, os objetivos exigidos das meninas mudaram de conceber filhos para arranjar empregos. Todavia, com a persistência da gravidez na adolescência no Brasil, essas jovens gestantes acabam tendo que lidar ao mesmo tempo com a maternidade e acompanhar o mundo competitivo do trabalho, caso contrário, elas correm o risco de caírem num ciclo de pobreza, com piores condições sociais para elas e para os filhos.
Enquanto países como os Estados Unidos e o Canadá apresentam taxas de 22,3 e 11,3, respectivamente, em nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil a taxa chega aos astronômicos 68,4 nascimentos. Isso demonstra um atraso brasileiro na tendência mundial de diminuir as gestações em jovens, devido a falta de informações acerca de planejamento familiar e a uma mentalidade arcaica que pensa ser inadequado discutir educação sexual com adolescentes. Assim, fica claro que é necessário conscientizar toda a população sobre os problemas da gestação precoce.
Pela observação dos aspectos mencionados, uma solução viável seria o Estado criar uma semana em escolas públicas e privadas, denominada “Semana do Planejamento Familiar”. Nela, haveria palestras e debates com profissionais de saúde e psicólogos para ensinar os jovens e a comunidade a respeito dos perigos e desafios que uma gestação precoce trás. Além disso, essas discussões devem incentivar o uso de contraceptivos, como a pílula e a camisinha, para garantir que não ocorra gravidezes indesejadas.
Com essa medida, a problemática da gestação na adolescência, situação que impõe inúmeros obstáculos sociais e de saúde na vida das jovens brasileiras, será evitada.