Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2018
O filme “Juno”, protagonizado pela atriz Ellen Paige, conta a história de uma adolescente que engravidou de seu melhor amigo; o filme mostra as situações desagradáveis que a jovem passa e as decisões difíceis que é obrigada a tomar. A realidade de Juno é a mesma de muitas adolescentes brasileiras. A realidade do país mostra uma elevada taxa de gravidez na adolescência, com índices maiores que 14% de gestantes com menos de 19 anos. Dessa forma, a gravidez adolescente se mostra como um problema social a ser colocado em evidência no Brasil, sendo necessárias medidas de intervenção para que seja combatido.
De maneiras Lamarckianas, pode-se dizer que o ambiente condiciona o ser, sendo capaz de modifica-lo e determinar sua perpetuação. Sendo assim, populações que vivem em situações de vulnerabilidade socioeconômica estão submetidas, também, a uma escassez de informações, o que as coloca em posição marginalizada em relação ao restante da sociedade. Essa escassez informacional chega ao âmbito sexual, causando um baixo conhecimento dos métodos contraceptivos e do próprio processo gestacional. Dessa forma, mostra-se que, aliado ao baixo acesso à saúde pública, a falta de conhecimento é uma das causas do aumento de gestações, principalmente entre jovens.
Numa análise mais profunda, pode-se observar que a falta de informações sobre gravidez não gera apenas um aumento no número de gestações. Em locais de vulnerabilidade, há também elevados índices de gravidezes de risco, que afetam a saúde da mulher e do feto, elevando, também, os índices de morte materna. Além disso, gravidezes indesejadas também terminam em consequências sociais ruins para a mãe e a criança, como obstáculos no desenvolvimento psico-social, dificuldade de integração e maior tendência a viver na pobreza. Sendo assim, torna-se claro que o corolário de uma população não amparada no âmbito sexual é altamente perigoso à sociedade.
Portanto, infere-se que medidas precisam ser tomadas para resolver o problema. É inerente ao Ministério da Saúde a formulação de uma ampla campanha de educação sexual, que abranja todas as regiões do país, mas principalmente as mais vulneráveis. A campanha funcionará por meio de informativos nas escolas e palestras, informando aos jovens sobre métodos contraceptivos, gravidezes de risco, DST’s, e outros assuntos. Além disso, é de responsabilidade do Ministério Público garantir que todas as mulheres no território brasileiro tenham acesso à atendimento médico gestacional de qualidade e aos contraceptivos, ambos disponíveis nos postos de saúde, a fim de que toda a população seja amparada. Dessa forma, espera-se que o número de gravidezes na adolescência diminua, e que as jovens brasileiras sejam amparadas para que tenham pleno conhecimento do processo gestacional.