Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 22/07/2018

Não é de hoje que o Brasil convive com a gravidez na adolescência, o que em décadas passadas era considerado algo rotineiro o casamento precoce e por consequência a gravidez. Atualmente a sociedade brasileira observa a gravidez na adolescência com outra perspectiva, e em meio a um século onde circula informação a todo segundo, o que era para os casos abaixarem, a gravidez entre os jovens se tornam cada vez mais comumente e os impactos podem ser grandes e negativos na vida destes adolescentes.

A princípio, a grave consequência que a sociedade brasileira enfrenta decorrente à gravidez na adolescência, é o afastamento dos estudos. Pois segundo o IPEA, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola, essa porcentagem alta mostra o quão restritivo pode se tornar o futuro das gestantes jovens do país, uma vez que a educação é um instrumento essencial, quando interrompida ocorre uma limitação no desenvolvimento pessoal, social e profissional. Como resultado, a taxa de desemprego sobe e as oportunidades de estudo são cada vez menores, levando à insuficiência de recursos para dar devido amparo aos recém nascidos.

Além da interação social e profissional da gestante, do ponto de vista médico, a gravidez na adolescência gera numerosos riscos para a saúde - tanto do bebê, quanto da mãe -, sendo o mais preocupante a morte materna. Com a finalidade para que isso não ocorra, é necessário conscientizar ainda mais os adolescentes sobre o risco da gravidez precoce, disponibilizar educação sexual e os métodos contraceptivos. Porém uma vez que iniciou com a gestação, faz-se necessário o acesso fácil e imprescindível ao atendimento médico com os cuidados pré-natal e as devidas orientações para a gestante. É notório, portanto, que a gravidez na adolescência também se torna um problema de saúde pública, devido ao impacto que este causa na sociedade brasileira.

Em síntese, medidas são cruciais para que a gravidez precoce não se torne tão manifesto no país. Primordialmente, o Ministério da Educação deve incluir aulas de educação sexual a partir do Ensino Médio, onde também o tema da gravidez na adolescência possa ser debatido e conscientizado, ademais de criar um sistema de apoio para as jovens gestantes com o intuito de não abandonarem a escola. Outrossim, o Ministério da Saúde necessita da disponibilidade de mais médicos e hospitais maternidades preparados para lidarem com a gravidez na adolescência de forma segura, além de proporcionarem consultas e exames para o possível uso do anticoncepcional gratuito para as jovens e a informação da prática dos demais contraceptivos para precaver a gravidez. Sendo assim, diminuiria a ocorrência de gravidez precoce na sociedade brasileira.