Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/07/2018

Da infância a maternidade

A Gravidez na adolescencia não é um fato exclusivo do Século XXI. Antigamente era comum mulheres se casarem e, consequentemente, engravidarem antes da fase adulta. O fato torna-se um problema quando percebemos quão alta é a taxa de adolescentes grávidas nos dias de hoje, mesmo em meio a tanta informação.

Basta olharmos na internet, jornais ou revistas, o numero de meninas grávidas antes da idade adulta são enormes. Segundo dados informados pelo jornal online CidadeOn de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, de 17.737 mulheres que deram a luz, 2.527 eram menores de 20 anos. Alem da enorme responsabilidade de criar uma criança, a gravidez traz às adolescentes problemas emocionais e de saúde, uma vez que, descoberta a gravidez, muitas garotas sentem medo de comunicar aos pais, o que acaba atrasando o inicio do pré natal, ou até mesmo pensam na questão do aborto, decidindo realizar sozinhas em lugares inapropriados podendo leva-las óbito. O medo da rejeição ou de, popularmente falando, “cair na boca do povo” trás ainda os problemas psicossociais como a depressão. Além disso a gravidez antes da idade adulta é de risco, o que acaba colocando não só a vida do bebê em risco mas tambem a da mãe. Vários motivos tornam a gravidez na adolescência um problema de ambito social e da saúde

A falta de informação correta e os mitos relacionados ao inicio da vida sexual são alguns dos fatores agravantes do problema. As escolas priorizam apenas a prevenção de doenças sexualmente transmissiveis, em suas aulas de educação sexual, porem esquecem que a gravidez precoce tambem pode causar danos aos adolescentes. Os pais , por se sentirem incomodados em conversar sobre essa questão com os filhos, tambem falham em prevenir o problema.

Diante disso, são necessárias medidas para a diminuição do problema. Cabe ao Ministério da Educação desenvolver programas de educação sexual, com palestras, aulas e materiais de apoio que se aprofundem mais na questão da gravidez, evidenciando-a também como um problema assim como as doenças sexualmente transmissíveis. Da mesma forma, realizar programas de conscientização dos pais no auxilio da educação sexual dos filhos. Ao Ministério da Saúde e ao Governo cabe o dever de aumentar as informações sobre os métodos contraceptivos, de maneira de fácil compreensão, a realização de campanhas, para a conscientização da população sobre o uso desses contraceptivos e aumentar o acesso à a tais métodos. Dessa forma é possível diminuir o numero de casos de gravidez precoce no Brasil.