Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/07/2018
Ele resiste
Desde 1988, o Brasil é um país constitucionalmente laico. Não obstante, a influência histórica que a igreja católica exerceu sobre a sociedade permanece como um estigmam infindável. Sobretudo, quando a questão é sexo. Nessa conjuntura, entende-se a alta visibilidade da gravidez na adolescência como um problema social consequente de um passado rico em proibições. Por isso, é vital que a educação e a qualidade de vida sejam conteúdos debatidos com muita atenção e rigor.
Sob esse viés, pode-se apontar a educação como a melhor e a mais usada alternativa, no que se refere à prevenção. Assim, cabe salientar o princípio Kantiano que afirma “o homem é fruto da educação”, isto é, por meio da escola o adolescente tem acesso a informações que provavelmente não teriam em casa, por motivos: religiosos ou por falta de liberdade. Inerente à questão, é importante também sobrelevar a participação familiar contra a Educação Sexual nas salas de aula. Toda vez que o meio familiar impede a esfera escolar de ensinar algo, cria-se boas oportunidades para os alunos buscarem o conhecimento em outras fontes, certamente erradas.
Além disso, outro ponto relevante abordado pela temática é a instabilidade da economia nacional frente à objeção. Ademais, vale citar a teoria do demógrafo britânico Tomas Malthus quando declara “a sociedade cresce de forma alarmante, enquanto a produção de alimentos cresce de modo aritmético”, ou seja, o país que não tem controle de natalidade desenvolve grande pobreza e desigualdade. Seguindo essa linha de raciocínio, fica claro que o Estado não consegue fornecer: alimento, educação e moradia de qualidade para todos. Logo, compreende-se que a gravidez na adolescência é prejudicial a toda comunidade, pois é uma condição em que todos perdem.
Diante dos fatos supracitados, se faz mister que a Escola promova a formação de cidadãos completos para vida. Consiste nisso, tornar a Educação Sexual como disciplina obrigatória, no entanto, os responsáveis legais devem estar presentes na aulas, para que a família conscientiza-se juntamente com os jovens. Outrossim, é fundamental também a intervenção do Estado impondo um controle de natalidade, assim como no Japão, que seja lei, 3 filhos por casal, acima disso haverá uma taxação de multa no valor de R$100,00 para que outros não percam benefícios legais. E por fim, que o Ministério da Saúde colabore por intermédio dos postos de saúde; com assistentes sociais na distribuição de preservativos e anticoncepcionais as comunidades locais, desfazendo os mitos e as chagas do passado e reforçando a existência e o perigo das doenças.