Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/07/2018
A gravidez na adolescência não é uma doença, mas é um grande problema social e de saúde pública no Brasil. Há um número crescente de casos no país, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente entre a população de baixa renda. Logo, é um problema social, pois essas adolescentes de baixa renda deixam de frequentar a escola para cuidar dos bebês. De outro lado, é um problema de saúde pública, pois a gravidez precoce é um risco tanto para a vida das adolescentes quanto para a vida dos feto. Ademais, revela ainda que os adolescentes dão início à vida sexual sem a proteção adequada e, assim, estão expostos às diferentes doenças sexualmente transmissíveis, à gravidez indesejada e a um possível aborto.
Nesse cenário, faz-se importante analisar por que a gravidez na adolescência, enquanto problema social brasileiro, ocorre com maior frequência entre a população de baixa renda. Parece simples: essa parte da população tem maior dificuldade de acesso à educação. Sendo assim, observa-se ainda que a falta de acesso à educação é a responsável pela desinformação quanto ao não uso de preservativos ou métodos contraceptivos, os quais são causa também dos problemas de saúde pública acima apontados: doenças sexuais, gravidez indesejada e aborto.
Desta feita, para que a gravidez na adolescência deixe de ser um problema no Brasil, é necessário investir na educação. Nesse caso, a educação sexual para todos, seja por meio palestras ou disciplinas curriculares e, para a população de baixa renda, uma maior facilidade de acesso à educação e da educação sexual, concomitantemente.