Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/07/2018
Na Idade Média a prática sexual era tratada como tabu pela sociedade, exceto quando destinado à reprodução e que sofria repressão pela sociedade predominantemente religiosa. Entretanto, mesmo em plena idade moderna, no século XXI, o ato ainda é mistificado e sua discussão reprimida pela sociedade. Contudo, essa problemática no debate acerca do assunto com jovens e adolescentes origina a prática do sexo sem proteção entre estes e aumentam a probabilidade do aumento de casos de DST’S e gravidez na adolescência. Sendo assim, é necessária a análise da problemática e a discussão de medidas que mitiguem a problemática no Brasil.
A priori, convém ressaltar que a má formação socioeducacional dos jovens e adolescentes no Brasil quanto à utilização de métodos contraceptivos se faz presente na realidade do país. Posto isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites de pensamento de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, a educação, principalmente no que tange a preparação pessoal dentro das escolas, ainda é precária e pouco prepara os cidadãos para conversar sobre sexo com os pais ou sobre a utilização de métodos que inibem a gravidez, ocasionando gravidez precoce e, além disso, o aumento dos casos de DST’s.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, no Brasil cerca de 6,8% de jovens e adolescentes entre 15 e 19 anos pela adolescência na gravidez, destacando-se a não utilização de métodos contraceptivos como problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar e agir. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os altos índices de gravidez na adolescência se devem ao pensamento social de tratar o sexo como um tabu e, por conseguinte, o debate acerca do assunto e a educação acerca dos contraceptivos. Assim, a problemática permanece na sociedade e os casos de meninas grávidas precocemente apenas aumentam.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de reduzir a problemática dos casos de gravidez na adolescência no Brasil. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promova palestras que alertem sobre a prática da utilização de camisinhas, utilizando-se ainda a disciplina de Biologia para uma discussão sobre o assunto que permita sanar as dúvidas dos alunos e educá-los para a realização de sexo seguro, pois como disse o filósofo Immanuel Kant, a educação é o meio mais eficaz para desmistificar tabus e formar um pensamento consciente sobre o ato. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde à ampliação da distribuição de métodos anticonceptivos, promovendo sua aquisição de forma anônima e, por conseguinte, tornando sua utilização abrangente. Dessa maneira será possível mitigar a problemática e reduzir os inúmeros casos de gravidez precoce no Brasil.