Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/07/2018

A gestação entre mulheres na faixa de 10 a 19 anos é denominada gravidez na adolescência. Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o 3º maior índice de gravidez na adolescência da América Latina. Sendo assim, é de extrema relevância analisar a desestruturação familiar dos adolescentes e o meio socioeconômico em que esses vivem.

Na colonização do Brasil, com o objetivo de impôr sua religião, o Império Português, através do Jesuítas, catequizaram os nativos brasileiros. Devido a religião tratar a relação sexual como algo impuro, criou-se um tabu para falar do assunto. Observa-se isso, por exemplo, na comunicação entre os jovens e os pais, existe uma barreira para falar de sexo, e por consequência, a falta de informações e instruções do tema. Além disso, a Dra. Adriana Lippi, especialista em gravidez na adolescência, afirma que a falta de relacionamento com os pais retarda, em muitos casos, o início do pré-natal e prejudica ainda mais a gravidez, a qual é de extremo risco.

Ademais, a gravidez está presente tanto na classe baixa, quanto na alta, só que em âmbitos diferentes. As adolescentes que fazem parte desta última, contam com a possibilidade de interromper a gestação, se assim quiserem, e têm outros objetivos de vida. Diferente daquelas outras, que vêem a gravidez como uma forma de alcançar ascensão social, “[…] Muitas vezes seus companheiros possuem um nível socioeconômico um pouquinho melhor do que o delas […]” afirma a Dra. Lippi.

Em síntese, com o objetivo de diminuir o número de gravidez na adolescência, é relevante que o Ministério da Educação, desenvolva atividades extracurriculares sobre relações sexuais, para que os pais possam acompanhar os filhos e debaterem sobre o assunto acompanhados de profissionais da área, tendo o objetivo de criar um relacionamento mais aberto de troca de informações e com a quebra de mitos existentes em nossa sociedade.