Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Desconstruindo June
Em um dos clássicos filmes norte-americanos produzidos por Jonh Malkovich, Juno, a personagem engravida com apenas 16 anos e enfrenta os dilemas da gravidez precoce. Fora dos cinemas, podemos perceber a necessidade de lidar com a gravidez na adolescência no contexto brasileiro, seja pela ausência de ações afirmativas, seja pela falta de assistência dos pais.
Antes de tudo, é importante ressaltar que um dos principais catalisadores desse problema é a inexistência de ações que visem a prevenção da gestação entre as jovens, uma vez que, as meninas não recebem tantas informações sobre concepção, afirma a pediatra, Phillipa Gordon. Como resultado, os adolescentes sentem-se desamparados e podem vir a procurar informações por intermédio de fontes ou pessoas não confiáveis, isto é, que não entendem completamente do assunto e, assim, prolongam as inércias dos problemas.
Além disso, o abismo entre a comunicação dos responsáveis e os jovens também é reflexo dessa problemática. Nesse contexto, assim como um dia pensou William Shakespeare, dramaturgo do século XVI, “sábio é o pai que conhece o próprio filho”. Analogamente a frase supracitada, notamos que é de suma importância os tutores contribuírem com assistência e informação, sobretudo, no âmbito de educação sexual, com a finalidade de “construir uma ponte” entre essa falha na comunicação deles. Então, fica visível que tal adversidade também é de responsabilidade dos pais.
A gravidez na adolescência é, portanto, um mal que deve ser resolvido imediatamente. Diante disso, compete ao Estado, em parceria com o MEC, através de verbas recolhidas dos impostos, investir em políticas que visem a anticoncepção de jovens, por meio de palestras e aulas, com o intuito de diminuir a gravidez rápida. Por sua vez, os pais, em conjunto com orientadores especialistas no assunto de educação sexual, podem procurar mais informações e conselhos, com auxílio de assistentes sociais , a fim de de suprir a falta de assistência que os próprios filhos têm. Quem sabe, assim, poderemos, de fato, desconstruir as Junes existentes no Brasil.