Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/06/2018
Gravidez precoce: falhas em políticas públicas, educacionais e familiares
Apesar da revolução tecnológica informativa, distribuição de contraceptivos , oferecimento de propagandas e anúncios sobre os perigos de relações íntimas desprotegidas, como doenças sexualmente transmissíveis (DST) e gravidezes indesejadas, as estatísticas de ocorrência de maternidade precoce continuam alarmantes. Logo, torna-se dubitável a completa eficiência dessas políticas até então vigentes. Entre as principais falhas estão: os esteriótipos recorrentes de uma sociedade segregada e conservadora, que confunde instrução com incentivo , além de incipiente apoio familiar e indiferença governamental.
São diversos os dados de pesquisas sociais que comprovam que adolescentes de classes inferiores estão mais presentes nas estatísticas do que os de classes superiores.Essa problemática torna-se frequente como consequência da incipiência de instrução na educação sexual, por meio de pais ausentes, indiferentes ou conservadores; palestras de conscientização promovidas pelas instituições de ensino públicas e privadas.Além disso, é claramente diferente as abordagens entre gêneros. Homens possuem mais histórico de educação sexual familiar do que mulheres, decorrência do patriarcalismo que perpetua nas relações sociais.
Um das maiores dificuldades difundidas no pensamento popular é o conservadorismo — característica da sociedade brasileira por influências religiosas históricas — , que difunde preconceitos em relação aos atos reprodutivos , ou seja, grande porcentagem dos pais temem abordar o assunto com os filhos por acreditar que a informação poderia incentivá-los ao início de sua vida sexual precocemente. Contraposto a isso, o que pode-se constatar é que o conhecimento prévio sobre os meios de prevenção, incluindo o uso de preservativos e manipulação de pílulas anticoncepcionais pode torná-los mais preparados para lidar com eventuais dificuldades e se proteger de possíveis riscos. Ademais, segundo a psicologia, a conversação entre pais e filhos pode fortalecer os laços de confiança, aumentar a autoestima e segurança dos jovens que iniciam a vida íntima.
A grande responsabilidade que cabe aos ombros de adolescentes que se tornam pais precocemente, muitas vezes, causa mudanças irreversíveis em suas vidas. Para atenuar as estatísticas dessas ocorrências , é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, forneçam palestras de conscientização em escolas , privadas ou públicas, sobre os meios de prevenção e os possíveis riscos, aos alunos.Além disso, é de essencial importância que esses mesmos agentes disponibilizem gratuitamente em postos de saúde e escolas acompanhamento psicológico aos jovens.