Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/06/2018

No que se refere a gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar que fatores como a falta de informação e a desigualdade social tem cooperado para esse índice alarmante do número de meninas gestantes. Isso, se evidencia não só pela falta de diálogos dos responsáveis com os filhos ou mesmo pelas instituições educacionais, mas também pelas famílias que vivem na pobreza não ter condições de usar os métodos preventivos, e não pensar num futuro que não seja a construção de um lar ainda que precocemente.

Primeiramente, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa com que se pode mudar o mundo. Tal declaração, permite que seja refletido, sobre como ela tem um papel fundamental na sociedade a de garantir que o cidadão faça a melhor escolha tanto para si quanto para os demais. Mas o que ocorre quando um indivíduo não é informado ou orientado de maneira correta? Essa pessoa pode cometer erros que poderão prejudicar sua saúde e desenvolvimento psicossocial, e também seu futuro profissional. Pois, quando uma moça ou então um rapaz se tornam pais na adolescência, porque não foram instruídos devidamente pela escola e pais, precisam assumir uma responsabilidade antecipadamente, afastando se da esperança de um modelo de vida melhor.

Além disso, o Brasil possui um índice de 22,4% a mais que a taxa mundial de jovens gestantes de 15 a 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante disso, se constata que a maioria dos pais prematuros ou seja adolescentes, são de famílias necessitadas, desestruturadas e que também foram obtidos na juventude. Por isso não tem dinheiro para usar métodos contraceptivos, e sem nenhuma perspectiva, o único objetivo é casar, e consequentemente adquirem filhos cedo. E isso se torna um ciclo vicioso, em que pais carentes tem filhos precocemente, os quais também seguem esse fluxo.

Destarte, fica claro, que a ausência de conhecimento e a desigualdade social faz com que o jovem entra numa sucessão ininterrupta sem nenhuma perspectiva de mudança. Nesse sentido, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve promover campanhas, por meio de palestras em escolas para pais e alunos feitas por psicólogos e ginecologistas, com slides e vídeos, para informar os adolescentes a prevenir  se da gravidez antecipada. Espera se, com isso que os pais entendam a responsabilidade de orientar seus filhos, e que essa juventude tenham mais consciência de seus atos, concluam seus estudos, e formem se profissionalmente para conceder qualidade de vida aos seus futuros filhos.