Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/07/2018

O livro ‘‘E Agora, Mãe?’’ escrito por Isabel Freitas, conta a história de Jana, uma menina de 14 que sonha em se tornar bailarina. Ela e seu namorado, Ivan, mantêm relações sexuais regularmente, e ambos descobrem que Jana está grávida. Com a notícia, Ivan vai embora para os Estados Unidos, e a garota vê-se obrigada a desistir de seus sonhos para criar sua filha. Fora do universo da escrita, a gravidez na adolescência também é assunto em pauta no Brasil, fato esse que mostra a necessidade de mudanças a fim de reverter essa situação.

Ressalta-se, em primeira análise, sob perspectiva de Rousseau, a paciência é amarga, mas seu fruto é doce. Como exemplo da citação anterior, podemos citar a pressa que a maioria dos adolescentes possuem em iniciar sua vida sexual. Essa vontade não pode ser evitada, mas também não pode ser totalmente negligenciada. Atualmente, não é repassado aos jovens muitas informações acerca de métodos contraceptivos, ato esse que é o principal empecilho para extinguir a gravidez precoce. A falta de informação é o ‘‘calcanhar de Aquiles’’ da sociedade.

Em segunda análise, pode-se apontar também como o uso de drogas e bebidas alcoólicas está associado a gravidez na adolescência. O álcool e os alucinógenos agem no sistema nervoso central dos indivíduos, provocando alterações na percepção e na capacidade de pensar. Esses efeitos aumentam consideravelmente as chances de um adolescente se envolver em alguma situação na qual o mesmo não se envolveria em seu estado normal, tal como brigas ou mesmo um ato sexual.

Todavia, medidas são necessárias para resolver o impasse. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação adicionar á grade curricular do ensino médio, aulas, com profissionais da área da saúde, sobre métodos contraceptivos e a importância de um sexo seguro. Ademais, caberá ao Ministério da Educação, juntamente com a polícia militar, realizar uma maior fiscalização da lei que proíbe a venda de álcool para menores.