Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/06/2018
De acordo com o documentário “Meninas”, é apresentado as trajetórias de jovens grávidas moradoras das camadas desfavorecidas. Apesar do tema englobar a todas as classes sociais, tal documentário elucida a vulnerabilidade em que estas estão inseridas. Haja vista a maior suscetibilidade dessas jovens por advim, comumente vezes, de uma desestruturação no meio familiar, não adquirirem a devida instrução, e comprometem a sua juventude e sua vida acadêmica.
Primordialmente, de acordo com a fala do sociólogo americano, Talcoll Parsons: “A família é uma máquina que produz personalidade”. Nesse contexto, determina a família como a principal instituição responsável por instruir e socializar o indivíduo dentro do contexto social, com isso, tendo como base a grande desestruturação dos lares, inexiste um diálogo entre pais e filhos. A partir disso, contribui na formação do sexo como um tabu social e não permite a informação acerca dele, ocasionando a indesejada gravidez na adolescência. Outrossim, pelas instituições escolares não disporem de uma educação sexual, os jovens tornam-se mais desinformados e abrem espaço para a entrada na vida sexual precoce. Ademais, isso decorre em ênfase pelas camadas mais baixas, pelo qual a instabilidade socioeconômica corrobora na ausência de conhecimento e prevenção,propiciando o acesso à gravidez.
Por conseguinte, apesar da queda de natalidade entre os adultos por fatores econômicos e sociais, a gravidez para a faixa jovem ainda desencadeia uma série de prejuízos nesse período. Como fator preponderante apresenta a evasão escolar, no qual a partir do instante da descoberta da gestação, abandonam as escolas e segundo o IPEA,60% das adolescentes grávidas não estudam.Propiciando com isso, dificuldades posteriores ao ingresso no trabalho, visto que grande parte das empresas optam em não contratá-las, e acaba por prejudicar a situação financeira dessa parcela. Além disso, pelo corpo feminino muitas vezes não estar adaptado para receber o filho, pode desenvolver riscos para a saúde da mãe e da criança, potencializando para os casos de depressão pós-parto.
Portanto, urgem-se ações socioestatais no quesito de unir-se ao Ministério da Educação para agir dentro das instituições escolares, com o intuito de promover projetos a despeito de uma eficácia educação sexual para os jovens. É necessário também, debates conforme as exposições dos riscos envolvendo as possibilidades de doenças e de gestação, os instruindo com o intuito de atenuar os casos. Torna-se imprescindível, acionar os profissionais das áreas pedagógicas capazes de cuidar das crianças, para somente assim, as jovens não abandonarem os estudos e conseguirem concluir os ensinos médios e superiores. Por fim, cabe a introdução da sociedade civil para ampliar a visão de um planejamento familiar e manutenção de diálogo com os filhos, para amenizar a situação hodierna.