Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 17/06/2018

Desde os primórdios, os problemas sociais perduram como um todo, porém, entre soluções e avanços, novas adversidades são encontradas. Hoje, a população mundial vivência o impacto da gravidez na adolescência. Adendo, o Brasil possui taxa de incidência de 68,4 casos de gravidez para cada 1000 adolescentes, índice superior ao mundial com 46 casos, e continental latino americano com 65,5 casos. Nesse aspecto, a participação dos serviços públicos de saúde e educacional do indivíduo como agentes mitigadores.

É consenso que a gestação em adolescentes cria obstáculos para o desenvolvimento do indivíduo e, além disso, gera riscos para a saúde. Com resultados deficientes há maior risco de morte materna e filhos suscetíveis a ter uma saúde frágil. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde - “as taxas de morte no parto, na primeira semana e no primeiro mês são até 50% superiores em adolescentes do que em mulheres de entre 20 e 29 anos”. Deixa claro que a juventude brasileira com a alta incidência de gravidez, consoante aos riscos, correm perigo.

Ademais, o sistema educacional brasileiro encontra dificuldades com a conscientização dos adolescentes, segundo a doutora Philippa Gordon “as meninas hoje recebem muito mais informações sobre as doenças transmitidas sexualmente nas aulas de educação de saúde na escola do que sobre prevenção de gravidez”. Logo, os jovens necessitam de educação sexual adequada - Doutor David L. Hill “na adolescência ao chegarem ao último ano do ensino médio, quase 50% dos garotos e garotas já se tornaram ativos sexualmente” - sobre as possibilidades de engravidar e os métodos contraceptivos.

Portanto, a população jovem do Brasil vive grande dificuldade durante esse período devido às falhas assistenciais e educacionais. Por conseguinte, maiores investimentos na saúde pública são necessários, do Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, com a expansão de programas da Saúde Familiar, maior acesso aos métodos contraceptivos, utilização da mídia para  divulgar os programas e informações que evidenciam os riscos da gravidez na juventude. Igualmente, na escola, com a criação de seminários sobre o tema e estudos de caso, na busca de mostrar que essa realidade está presente no meio de convivência. Assim, será possível que a sociedade tenha menores índices com esses problemas que importunam o jovem brasileiro.