Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/06/2018

A gravidez na adolescência é uma realidade entre as jovens do brasil. País em que se tem uma cultura pautada em músicas com letras machistas e que incentivam a questão sexual, o Brasil apresenta dados estatísticos alarmantes. Segundo o relatório das nações unidas, a taxa de gravidez na adolescência é estimada em 68,4 a cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, número preocupante e que, indubitavelmente, necessita ser combatido.

A desigualdade social tem relação direta com a gravidez na adolescência, uma vez que, quanto maior o desenvolvimento social e tecnológico do país, menor o seu índice de gravidez entre as jovens. Apesar do Brasil ter os meios contraceptivos disponíveis para a população, a cultura e a falta de informação dificulta que essas tecnologias alcancem os jovens de baixa renda. Essa situação é evidenciada nos aglomerados subnormais, onde há pouca informação a respeito de sexualidade principalmente nas escolas.

Outro fator que impulsiona a gravidez na adolescência é o machismo, que ainda exerce poder entre as jovens do Brasil. Mesmo que as jovens tenham consciência do quão mal a ausência de preservativos pode fazer, o parceiro pode muitas vezes discordar e, devido a cultura machista ser dominante na sociedade, a palavra do homem geralmente acabe sendo aceita. Apesar do governo brasileiro ter investido em propagandas e na distribuição de preservativos, esse problema persiste.

Portanto, o ministério da educação deve, no lugar de recomendar o ensino sexual na disciplina de ciências e biologia, criar uma disciplina somente para esse ensino, que duraria um ou dois anos do ensino fundamental em escolas do ensino público e privado. No entanto, segundo Noam Chonsky, “Os estados não são agentes morais; Pessoas são.” Torna-se necessário, também, que as famílias conversem a respeito do uso de métodos contraceptivos em casa quando os filhos tiverem idade entre 15 e 19 anos, para evitar a gravidez precoce das meninas do Brasil.