Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/06/2018
Desde épocas coloniais, a mulher é tratada a como um símbolo de reprodução. Porém, muitas vezes, a gravidez é indesejada, como no caso de adolescentes. Assim, deve-se analisar como a omissão do Estado e a falta de diálogo prejudicam a questão.
Indubitavelmente, a omissão do Estado é a principal responsável pela manutenção da gravidez na adolescência. Isso porque, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garanta direito a uma vida de qualidade e informações, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação, pois os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que o número de adolescentes que passam por péssimas condições de vida, acabam tendo filhos indesejados em algum momento, só cresce.
Atrelado ao Estado, nota-se que a falta de diálogo prejudica a resolução problema. Isso decorre do século XIX, quando a sociedade recém-industrializada começou a passar mais tempo trabalhando, a sociedade então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou esse pensamento e passou a entregar-se ao emprego, outrossim, a família começa a ficar de lado, a falta de conversas persiste e os adolescentes acabam não tendo abertura ou informações provindas dos pais, o que poderia resolver problemas de desenvolvimento sexual.
Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é afetado pelo Estado e pela sociedade. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Educação, deve atuar na criação de campanhas nas escolas, contra à gravidez precoce, por meio de divulgações nas redes midiáticas, com palestras nas comunidades e escolas, feitas por profissionais de saúde, sobre a importância do uso de preservativo e educação sexual, a fim de diminuir a potencialização do número de adolescentes grávidas. Dessa maneira, os artigos do ECA, serão de uma vez, respeitados.