Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/06/2018

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a gravidez na adolescência no Brasil sofreu queda de 17% nos últimos 10 anos. No entanto, mesmo com a queda das taxas o problema ainda persiste. Logo, a falta de habilidade em lidar com a informação, aliada a realidade socioeconômica, e a falta de diálogo com a família são fatores que colaboram para a persistência desse problema.

Como supracitado, a falta de habilidade em lidar com a informação é um dos agravantes do problema. Devido a modernização dos meios de comunicação, o acesso a informação foi facilitado, através de um smartphone se obtém centenas de informações sobre métodos de prevenção à gravidez. Entretanto, devido a esse grande arsenal de informações e a falta de conhecimento de um profissional para orientação de como utilizar esses métodos, faz com que os jovens manipulem isso de forma incorreta e, muita das vezes, como consequência, se tem a gravidez precoce. Outrossim, o abandono das regiões carentes por parte do poder público, acarreta na falta de informações e orientações, acentuando o problema nessas regiões.

Ademais, a falta de diálogo com os pais é um outro problema que deve ser enfrentado. Contudo, o diálogo não ocorre por medo - da parte dos pais - de incentivar os filhos à prática do sexo e por vergonha dos filhos em tratar desses assuntos com os pais. Porém, a falta desse vínculo comunicativo acaba levando os jovens a procurar informações em outros meios e, consequentemente, a precocidade da vida sexual sem nenhuma prevenção ou orientação.

Dessarte, cabe ao Ministério da Saúde, através das unidades básicas de saúde, promover discussões semanais - intermediadas por profissionais da área - nos bairros carentes, a fim de informatizar e orientar na forma de como lidar com as informações acerca dos métodos de prevenção. Além do mais, psicólogos devem compor esse grupo visando promover e desenvolver o diálogo entre pais e filhos.