Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/06/2018
No filme “Juno” é mostrada a história de Juno que descobre estar grávida de seu melhor amigo, nesse longa é abordado um tema atualmente muito discutido, a gravidez na adolescência. Assim como Juno, milhares de adolescentes no Brasil passam por situações como essa, sendo de extrema necessidade o debate sobre esse tema, pelo grande número de mortes relacionadas à gravidez de mulheres jovens, além de grande parte dos filhos advindos de partos de adolescentes nascerem em lares muitas vezes desestruturados, tornando-os mais propensos à violência e à criminalidade, esse problema tem sua perpetuação relacionada à falta de discussões sobre a sexualidade, principalmente conversações sobre esse tema com os jovens.
Decerto, a gravidez de mulheres jovens afeta diretamente não só a vida particular dessa população, mas também toda a sociedade. Segundo as Nações Unidas, a taxa de de gravidez adolescente é estimada em 68,4 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos no Brasil, sendo essa taxa de extremo risco à saúde pública pelo fato do grande número de mortes relacionadas à gravidez na adolescência (2000 por ano segundo a Folha de S. Paulo). Ademais, lares de crianças nascidas de mães jovens tendem a se tornarem desestruturados pelo despreparo dessas, acarretando na tendência desses filhos a criminalidade e violência.
Contudo, mesmo sendo clara a necessidade de ações em prol da diminuição dos índices de natalidade entre adolescentes, a resolução é laboriosa. Estando relacionada a tabus envolvendo as relações sexuais em nossa sociedade, resultando na carência de de programas nas escolas voltados à educação sexual de crianças e adolescentes, sendo inegável a necessidade de alteração na forma que a sociedade trata assuntos considerados tabus, como a sexualidade.
Portando, é necessária a existência de ações que resultem na diminuição desse problema. Segundo o líder revolucionário Nelson Mandela “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo”. Logo, o MEC (Ministério da Educação) deve por meio da alteração do currículo escolar adicionar como disciplina obrigatória matérias voltadas ao debate de questões que afligem a sociedade brasileira (como a gravidez prematura) para alunos do ensino ensino fundamental e médio com idades entre 12 a 18 anos, com o intuito de conscientizar a população, para que futuramente diminuam a números de adolescentes no território brasileiro.