Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/08/2018

A gravidez na adolescência é uma das principais causa da mortalidade de jovens nas Américas, apenas em 2014 quase duas mil garotas morreram em decorrência de complicações e problemas relacionados à gravidez prematura. A falta de informação e de espaços seguros e confortáveis para jovens tratarem do assunto de forma séria, leva a banalização do ato sexual e à alienação sobre suas consequências.

Apesar de viverem na Era da Informação, muitos adolescentes ainda estão completamente desinformados e despreparados acerca das relações sexuais e suas resultantes.Além do forte impacto psicológico, a gravidez juvenil gera diversas consequências negativas na vida dos pais, que, em muitos casos, interrompem seus estudos e privando-se de oportunidades no ensino superior e no mercado de trabalho; esses casos apenas se agravam om o abandono paterno, algo já normalizado na sociedade brasileira. E ainda existem as DST’s, banalizadas, mas que ainda representam um sério risco à saúde dos jovens.

Não apenas a ignorância a respeito das sequelas sobre a vida sexual precoce, acentua esta situação, mas também a falta de espaços para uma discussão responsável e educativa sore sexo. Em muitas famílias, o assunto é um tabu, a própria palavra e suas varáveis são proibidas, mas a censura ao sexo o tornam muito mais atrativo para o jovens, que se torna um símbolo de rebeldia às imposições dos pais, assim o sexo vira algo “libertador” e “legal”.

O Ministério da Saúde e o da Educação precisam, em conjunto, melhor atender, informar e se comunicar com os jovens, palestras, disponibilização de profissionais da área para pronto e qualificado atendimento, a implementação de uma disciplina voltada especialmente para a Educação Sexual nas escolas e métodos contraceptivos são essenciais para a saúde e conscientização dos adolescentes. O Governo também precisa urgentemente iniciar um diálogo, tanto com os jovens, quanto com suas famílias, incentivando aos responsáveis a adquirirem uma postura mais aberta e receptiva à discussão a respeito de relações sexuais, para a criação de espaços seguros, confortáveis e responsáveis para o tratamento deste assunto que interfere em todos os setores da sociedade; o conhecimento é a melhor forma de se obter consciência e responsabilidade, como exemplificado na frase de Sócrates: “Só há um bem, o saber; e um mal, a ignorância.”