Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/06/2018
Até o século passado, o casamento infantil e a iniciação da vida sexual antes dos 18, era comum e em consequência disso, muitas meninas engravidavam na adolescência, ato julgado como normal. Hoje, mesmo com a disseminação da informação sobre métodos contraceptivos, a gravidez na adolescência ainda é algo muito recorrente no Brasil, mostrando ser um problema de saúde pública.
A priori, é necessário destacar que embora a gravidez precoce, ocorra também nas classes altas, a maior parte acontece com meninas em situação de vulnerabilidade econômica, e que moram na periferia. No documentário “Meninas”, é mostrado o dia a dia de garotas da comunidade da Rocinha, desde a descoberta da gravidez até o nascimento, cujo é destacado os impactos que geram na vida dessas moças, que vão desde o abandono dos estudos até o julgamento perante a sociedade. É visto que o fator responsável pela gravidez precoce, é a falta de informação para jovens sobre o uso de métodos contraceptivos.
No Brasil, foi registrado pela Organização Mundial Da Saúde, que entre 2010 e 2015, a taxa de nascimento entre jovens de 15 a 19 anos, é de 68,4. Além da alta taxa de nascimento, é destacado que a taxa de mortalidade materna é uma das principais causas de morte entre adolescentes de 15 a 24 anos. Também é visto que a chance da mãe desenvolver depressão pós-parto é grande quando essa é jovem. É importante salientar que uma gravidez precoce, dificulta a inserção da jovem no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que atrapalha a formação educacional.
Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. O Estado, nesse caso o Ministério da Saúde poderia criar uma campanha em parceria com a mídia televisiva, a fim de divulgar a importância do planejamento familiar e dos métodos contraceptivos para menores. O Ministério da Educação, poderia elaborar cartilhas para conscientizar sobre os impactos de uma gravidez precoce e distribuir preservativo em escolas.