Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/06/2018

Refletir sobre a gravidez na adolescência é uma necessidade frente aos índices divulgados pelo Ministério da Saúde. Cabe a análise da influencia do contexto socioeconômico e da falta de informação como fatores de risco para o aumento das gestações juvenis, para que a partir disso as diversas instituições sociais, como escola e família, possam tomar medidas capazes de minimizar as consequências dessa condição.

A gravidez precoce é um fato social dotado de generalidade, como aqueles analisados por Durkheim, portanto, devido a repetição, torna-se algo comum ao coletivo. No entanto, é sabido que está condição é prejudicial as adolescentes. Uma vez que está condição torna incidente a evasão escolar, impedindo a estagnação das desigualdades sociais e propiciando a reprodução da exclusão social.

Além do contexto social, é válido ressaltar os fatores de risco a saúde das adolescentes. Apesar da menarca, primeira menstruação, já ter acontecido, ainda não há preparo físico para uma gravidez, aumentando os riscos de complicações para grávidas e bebês, aumentando os índices de mortalidade infantil. Soma-se a isso o risco a doenças sexualmente transmissíveis devido ao desconhecimento, ou irresponsabilidades.

Essas características tornam necessárias medidas governamentais. A partir da análise, para que a gravidez precoce não seja endemia é responsabilidade do Ministério da Educação agregar a grade curricular de biologia o estudo de método anticoncepcionais, além de formas de se evitar DST´s. É necessário, também, que haja colaboração entre a instituição escolar e familiar para garantir que a frequência escolar seja assídua. Além disso, exigi-se do Ministério da Saúde garantir que haja médicos especializados em todas os centros hospitalares, para que o atendimento seja eficaz nesses casos. Com a união dessas ações os riscos e consequências serão minimizados, impedindo que esse caso seja mantido como um fato social.