Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/08/2018
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no ano de 2015 os casos de gravidez na adolescência diminuiu 17% comparado ao ano de 2004, entretanto, mesmo com tal redução, vê-se, ainda, números alarmantes de adolescentes grávidas, com isso, torna-se um problema de saúde. Nesse contexto, é de grande importância analisar como a irresponsabilidade e a instabilidade socioeconômica são capazes de ocasionar tal ocorrência entre os jovens.
A irresponsabilidade por parte de alguns adolescentes ainda é um dos principais fatores para a gravidez precoce. Isso decorrente de atitudes realizadas sem a precaução necessária, visto que muitos adolescentes conhecem pelo menos um método contraceptivo, já que é algo muito abordado nas campanhas do Ministério da Saúde, porém, alguns deles decidem não efetuar a contracepção, com isso, os casos de doenças sexualmente transmissíveis aumentam e os de gravidez também.
Além disso, nota-se, ainda, que a instabilidade socioeconômica também é responsável pela incidência de casos de adolescentes grávidas. Isso acontece porque, segundo Drauzio Varella, médico cancerologista e escritor, uma adolescente inserida em um lar desestruturado e com poucas condições financeiras possui uma maior chance de engravidar. Em muitas situações, como por exemplo, a não presença do pai, uma péssima qualidade de vida, e, pouca perspectiva para o futuro, tais fatores podem terem como consequências a gravidez precoce e o ciclo de pobreza.
Torna-se evidente, portanto, que no Brasil é preciso reduzir a irresponsabilidade e a instabilidade socioeconômica entre jovens, com intuito de diminuir o percentual de casos de gravidez precoce. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve fornecer palestras educativas nas escolas sobre sexualidade, com a finalidade de alertar os jovens, para que os mesmos utilizem os meios de contracepção. Ademais, o Judiciário, em parceria com o executivo, devem executar e administrar com mais afinco as leis que asseguram as condições necessárias para viver, dessa forma, instabilidade socioeconômica é reduzida. Dessa forma, o Brasil poderá alcançar menores números de grávidas adolescentes, e então, deixará de ser uma problemática no país.