Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/05/2018
Segundo a teoria Darwiniana, o meio seleciona os indivíduos aptos às suas características. Nesse sentido, a gravidez precoce, no Brasil, é resultado de uma seleção realizada em um ambiente propício a ela. Assim, a escassa informação, entre os adolescentes, referentes a gravidez e seus riscos, aliada com a busca impulsiva por prazer, explica o crescente índice de gravidez precoce no país.
Em primeira análise, conforme o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, o conhecimento acede a visão. Outrossim, a gravidez precoce reflete a ausência de conhecimento em relação a suas consequências, desde as complicações durante a gestação até os altos índices de mortalidade materna e fetal, entre adolescentes.
Em segunda instância, concomitantemente como o exposto, a incessante busca pelo prazer, na púbere - impulsionada, entre outros fatores, pela grande variação da taxa hormonal sanguínea- ou seja, a prática do hedonismo como fim último, corrobora para o aumento de casos de gravidez precoce, gerando, assim, nesses adolescentes, instabilidade psicológica pela falta de preparo e planejamento, principalmente, financeiro.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para solucionar a problemática. Dessa forma, o Ministério da Saúde (MS), juntamente com as escolas e as redes midiáticas, deve promover a criação de campanhas publicitárias, palestras e debates, por meio da criação de um programa voltado para a educação sexual, com o intuito de orientar e instruir os adolescentes no que diz respeito à gravidez precoce. Ademais, as famílias têm o dever de estimular o debate sobre relações sexuais e suas consequências e planejar o futuro dos adolescentes, juntamente com eles, através de momentos semanais em família. Assim, os adolescentes, além de instruídos, sentirão-se co-responsáveis e ansiosos por um futuro promissor, reduzindo, então, a taxa de gravidez precoce, no Brasil.