Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/05/2018

A falta de planejamento em todas as esferas da vida, muitas vezes, acarreta um ônus difícil de carregar e não seria diferente com a gestação precoce. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil ocupa o terceiro lugar dos países da América Latina com maior índice de gravidez entre os 15 e 19 anos, sendo a falta de informação uma das principais aliadas dessa problemática social. Nesse sentido, se torna essencial implementar projetos que busquem conscientizar pais e adolescentes sobre os riscos da maternidade precoce.

Em primeira análise,  a base fundamental do indivíduo são o ambiente familiar e escolar. Porém, a discussão sobre sexo ainda é considerada um tabu para esses dois meios sociais. A falta de diálogo sobre os métodos de proteção e sobre a responsabilidade de cada indivíduo submetem os jovens a descuidos na vida sexual, seja uma gravidez indesejada ou até o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST’S). Consequentemente, a crença equivocada de que falar sobre o assunto irá incitar os jovens a tornassem sexualmente ativos apenas contribuirá para a escassez de conhecimento.

Outro aspecto a ser considerado são os sérios problemas ligados à saúde, visto que o corpo ainda está em fase de desenvolvimento. Entre os fatores biológicos estão o risco de prematuridade do bebê, baixo peso, morte prematura, anemia, aborto natural, risco de ruptura do colo de útero e depressão pós-parto. Além disso, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, a gravidez é responsável pela evasão escolar de aproximadamente 18% das meninas. Logo, a maternidade na adolescência acarreta à progenitora dificuldade de ascensão no contexto educacional e financeiro.

Portanto, é evidente que a gravidez precoce provém de falhas estruturais, no descuido dos jovens nas relações sexuais, seja pela falta de conhecimento ou pela falta de conscientização. Por isso, as escolas devem realizar palestras aos jovens sobre a importância dos cuidados na vida sexual e do planejamento familiar, e salientar a importância da utilização de métodos contraceptivos eficientes na prevenção de uma gravidez indesejada e DST’s, como o uso do preservativo. É essencial, também, que o Ministério da saúde ofereça uma assistência qualificada para as gestantes do pré-natal até o acompanhamento pediátrico dos recém-nascidos, além do acompanhamento psicológico durante todo o período afim de reduzir os riscos de saúde.