Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/05/2018
A lei MAria da Penha, instaurada no século XXI, prevê punições a quem praticar atos de violência contra a mulher. Tal imposição tem por objetivo a diminuição, principalmente, do abuso físico, mas não alcança outras formas de subversão, como uma gravidez sem apoio do Estado e da família, tomado muitas vezes como um tabu por esses. Nesse contexto, a gestação na adolescência torna-se um tópico importante a ser discutido, uma vez que a taxa entre os jovens é alta no Brasil e acarreta consequências ruins tanto para a sociedade, quanto para a mulher em si. Pode-se dizer, assim, que tal assunto tem embasamento em fatores educacionais e logísticos.
Em primeira análise, é necessário salientar que, apesar do avanço dos métodos contraceptivos, a gravidez na adolescência é comum e sua frequência tende a aumentar. Com a criação da pílula anticoncepcional, em 1956, a mulher pôde ter um controle maior sobre a criação de uma família e, consequentemente, tornou-se mais independente para realizar outras funções. Entretanto, tal conquista não alcançou a maioria das mulheres pobres e, por isso, não têm controle natal. Dessa forma, muitas, ou por desconhecimento ou por falta de acesso que o Estado daria, acabam por gerar muitos filhos já na adolescência, que comumente não têm condições para sustentá-los. Como consequência, há um aumento da taxa de pobreza e da violência, devido ao descompasso entre o alcance de direitos e o crescimento populacional.
Vale ressaltar, também, que a gravidez e o sexo são tomados como um tabu pela sociedade ainda. É visível que muitas famílias evitam falar sobre o assunto com os adolescentes, por medo de sexualizão precoce. Todavia, tal ação faz com o jovem desconheça o uso correto de métodos contraceptivos e realize relaões sem proteção com risco de engravidar e contrair DSTs. Assim sendo, pode-se afirmar que a tentativa de evitar um mal - a erotização imatura - leva a um maior: uma gestação indesejada.
Fica evidente, portanto, que a gravidez na adolescência é um tema importante a ser discutido, por conta de motivos pedagógicos e estruturais e que afeta a vida em sociedade como um todo. Para que não haja efeitos negativos, é necessário que o poder Municipal crie centros comunitários que tratem do assunto, a partir de verbas concedidas pela união ou uma parceria com o privado. Tais locais serviriam para a distribuição de preservativos, e um meio de disponibilização de aulas de ensino sexual; além do apoio às gestantes jovens e, também, de vínculos com escolas e creches que seriam alvo do direcionamento de crianças. Isso, pois, problemas com relação à gravidez deixariam de existir e, assim, a sociedade e a mulher possa desfrutar de uma vida melhor.