Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/05/2018
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os índices de gravidezes na adolescência apresentam-se elevados em todo o território brasileiro. Visto que as adolescentes de baixa renda apresentam maior vulnerabilidade à gravidez indesejada e a ausência de programas de saúde voltados à sexualidade dos jovens no país, têm-se como solução o investimento maciço em saúde preventiva .
Em primeiro lugar, a saúde preventiva no país não é amplamente discutida, embora tenha-se os métodos contraceptivos, como o preservativo e os anticoncepcionais, disponibilizados nas agências de saúde. Porém, o retrato do Brasil é o amplo conservadorismo no meio familiar, e difundir discussões sobre sexualidade na adolescência é um obstáculo enfrentado não somente por famílias, mas também nos ambientes educacionais, tendo como resultado a construção de uma gravidez indesejada para os jovens adolescentes e , principalmente, para o o poder público.
Ademais, a gravidez na adolescência obteve um constante aumento nos últimos 30 anos, de acordo com dados da OMS e um ponto de questionamento é levantado: têm-se no país programas de acompanhamento suficientes aos adolescentes? Sendo assim, o desinteresse do poder público é evidenciado, pois o alto índice de gestantes até os 19 anos é crescente, visto que campanhas de publicidade em relação á gravidez e informações básicas, com o auxílio de profissionais da saúde são escassas.
Fica claro, portanto, o crescente número de jovens pais e o descaso do governo em saúde preventiva. Logo, é necessário que os governos, juntamente com as grandes mídias assumam suas respectivas responsabilidades, no auxílio à informação sobre a prevenção à gravidez e difusão sobre conhecimento corporal dos jovens . Além disso, as redes de ensino e as famílias devem promover o diálogo com a juventude, quebrando os tabus sobre sexo, para uma vida de novas oportunidades.