Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

Educar para conscientizar

É observável que há décadas, segundo a Organização Mundial da Saúde, o crescimento de gestantes na faixa dos 15 aos 19 anos vem sendo exponencial no Brasil. Essa problemática pública é extremamente delicada e coloca em risco a saúde física e mental, tanto da mãe quanto do bebê. A ausência de informação nas escolas, e até mesmo aos pais, é um fator que catalisa essa chaga social.

Durante o ano de 2014, cerca de 38,5% dos partos, legalizados, realizados em território brasileiro foram de mães adolescentes. Apesar de haver uma consciência popular dos métodos contraceptivos que podem evitar a gravidez precoce, não há um acompanhamento eficaz para que entendam a real importância, o que acaba por gerar um uso inadequado de preservativos e pílulas anticoncepcionais.

Além do mais, na maioria das vezes a estrutura física de uma adolescente não suporta por nove meses um bebê dentro de si, sendo necessário o parto prematuro. Muitas, desenvolvem uma gravidez de risco, ficando entre a vida e a morte. Diversos problemas de saúde poderiam ser evitados com um pré-natal eficiente, que é o acompanhamento médico que toda gestante deve ter e deve ser iniciado assim que a gravidez é confirmada. Contudo, a maioria das adolescentes grávidas escondem o fato de estarem gestantes e não realizam tais consultas. Principalmente dos pais, que por sua vez deveriam ser instruídos para saber como lidar com essa situação.

Segundo Comté, é necessário ver para prever e prever para prover. Portanto, aliado aos fatos supracitados é possível ver a continuação da problemática caso medidas não sejam tomadas para resolver o impasse. É preciso que o MEC (Ministério da Educação) adote em sua grade curricular atividades como seminários, eventos e outros, para elucidar tanto os pais, para saberem como agir de forma firme e gentil quando suas filhas ficarem grávidas, quanto aos alunos, para que saibam a forma correta de usar os contraceptivos e também fornecer as jovens mãe acompanhamento psicológico. O MC (Ministério da Comunicação) poderia, através de outdoors, cartazes, propagandas em redes sociais e programas televisivos, criar campanhas de alerta aos riscos, tanto a mãe quanto ao bebê, da gravidez precoce. Havendo essa união,  esse problema tenderá a diminuir.