Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/05/2018
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no Brasil a cada mil bebês nascidos, 68,4 são de mães adolescentes, que tem entre 15 a 19 anos. A mortalidade materna, é uma da principais causas de morte entre jovens e adolescentes de 15 a 24 anos na região das Américas conforme diz a mesma. Nesse contexto, deve se analisar como a falta de vulnerabilidade social e a falta de informação influenciam na problemática em questão.
Em primeiro lugar, a vulnerabilidade social das adolescentes em questão faz com que se torne um dos principais motivos responsáveis pela gravidez na adolescência no Brasil. Isso ocorre porque pessoas com difícil contexto socioeconômico, apresentam muita das vezes baixa escolaridade e falta de planejamento. Com isso há o aumento da evasão escolar e manutenção do ciclo da pobreza, uma vez que de acordo com a IPEA mais de 75% das adolescentes que tem filhos abandonam e escola, e por conta de tal fator dificulte ainda mais o ingresso no mercado de trabalho por razão da baixa escolaridade.
Além disso nota-se ainda que a falta de informação sobre as consequências que a gravidez precoce pode causar tanto a mãe quanto ao bebê faz com que esse número suba cada vez mais. Isso acontece porque a maior parte das adolescentes não tem acesso a meios que permitem que elas saibam de tais efeitos. Ademais, por desconhecimento desses, a mãe pode ter tanto consequências como física, emocional e socioeconômica, quanto para o bebê como por exemplo a prematuridade conforme diz a ginecologista a Dra. Sheila Sedicias.
Torna-se evidente portanto que a questão da gravidez na adolescência evidenciada no Brasil possa ser revisada. Em razão disso o Ministério da Educação em parceria com as escolas deverá implantar disciplinas como cidadania e ética no currículo escolar infantil, fundamental e médio, assim todos terão conhecimento dos riscos que a gravidez trará para a mãe e o bebê. Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com a lei Rouanet deve disseminar, por meio de comunicação, propagandas que além de alertar as pessoas sobre as consequências que a mesma traz, concientize a todos sobre quão perigoso isso possa ser. Nessa forma o número de gravidez de mães adolecentes e consequentemente o de mortalidade materna abaixariam significativamente no Brasil, mudando então tal realidade.